sábado, maio 21, 2016

"Zoolander 2" de Ben Stiller


À semelhança do filme anterior, este é divertido, bem disposto mas achei-o um pouquinho inferior. As sequelas têm sempre este ponto porque como já não são novidades, é raro serem melhores que o primeiro. 
A primeira sequência do filme é giríssima porque tem o Justin Bieber a gozar com ele próprio. Durante a história é incrível a quantidade de actores convidados e de cameos. Alguns exemplos são: Biily Zane, Kiefer Sutherland, Susan Boyle, Kristin Wig, Naomi Campbell, Mika, Susan Sarandon, Katie Perry, Sting, John Malkovich, Tommy Hillfiger, Kate Moss, Marc Jacobs, Valentino, Anna Wintour e Vera Wang. A esposa e o pai do Ben Stiller também fazem uns papéis pequeninos...

Ri-me nalgumas partes e o papel de que mais gostei foi mesmo o do Ben Stiller e do Will Ferrell mas há que falar na Kristin Wiig que está irreconhecível!

Sinopse: Na sequência de "Zoolander" (2001), os ex-modelos mais famosos do mundo, Derek Zoolander e Hansel foram humilhados num desfile e foram afastados dos holofotes. Mas quando as personalidades mais bonitas do mundo começam a ser assassinadas, uma top model especializada em fotos de bíquini pede a ajuda da dupla para investigar o caso. Logo, Zoolander e Hansel infiltram-se nos bastidores da alta costura para combater os ataques de Mugatu.

Curiosidades: O filme foi anunciado num desfile verdadeiro onde o Ben Stiller e o Owen Wilson apareceram de Zoolander e Hans. Justin Theroux escreveu o guião com o Ben Stiller, tal como no "Tropic Thunder".




6/10

domingo, maio 15, 2016

"Room" de Emma Donoghue (livro)/Lenny Abrahamson (filme) 2015


Foi das adaptações mais fiéis que li. Tirando o final que não é igual (mas que acaba por não ser relevante), tudo é muito fiel.
A autora soube fenomenalmente entrar na mente de uma criança de 5 anos, levar tudo à letra...o amor entre mãe e filho, neste filme, é exacerbador e prova que vence tudo.
O livro lê-se muito bem e neste caso, acho fundamental o visionamento do filme imediatamente porque existem imagens que são precisas serem vistas, ao invés de serem imaginadas ...exemplo disso é a dimensão do "Room" e a primeira reacção de Jack com a sua nova vida.
Recomendo vivamente.


Sinopse: Joy (Brie Larson) e o seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados num quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

Curiosidades: A Brie Larson isolou-se em casa, durante 1 mês, sem telefone, internet e com uma dieta restrita. A história não é baseada em ninguém em específico. Shailene Woodley também foi pensada para este papel.





sábado, maio 14, 2016

"Vinyl" - Season One


Para quem, como eu, nasceu no final dos anos 70 e cresceu nos anos 80, esta série é uma pérola! Todo o amabiente está envolvido em duas coisas: música e cocaína. A frase do "Sex, Drugs & Rock n Roll" aqui faz todo o sentido.

Desde os anos 90 que esta idéia estava na gaveta. Foi Mick Jagger que propôs a Martin Scorcese. Foi o próprio Scorcese que realizou o primeiro episódio. A idéia inicial até era um filme e não uma série. Eu adorei tudo, achei uma lufada de ar fresco e fico a aguardar ansiosamente pela segunda temporada!

O ritmo da série é o ritmo da cocaína, sempre a mil, sempre tudo à acontecer...é alucinante. É uma série para ouvir bem alto!

Vai mostrando ao longo dos episódios, trechos de músicas e ou cantores que foram sendo conhecido a partir dos anos 70: Bob Marley, David Bowie, Jim Morrison, Janis Joplin, Jerry Lee Lewis, Elvis, Ottis Redding, etc...

Nos últimos episódios já começamos a ver o "disco sound" a aparecer, pois começou pelo rock/punk rock e depois termina com o aparecimento deste tipo de música tão simpático.

A banda sonora é algo de fantástico...tudo o que possamos pensar, está lá...é impossível nomear!

Gostei bastante de ver o Ray Romano, que faz sempre papéis de xoninhas, neste registo. Um judeu paranóico, com uma quedazita para a "cocaína recreacional" que é sócio maioritario da personagem principal, o brilhante Bobby Cannavale.

Quando penso nesta série, não consigo pensar em alguém mais perfeito que Bobby Cannavale. Finalmente foi-lhe dada a oportunidade que já merecia. Tendo feito sempre papéis secundários e normalmente, personagens com um grande teor de "palhaçada", aqui brilha. Ele próprio é a série e tem uma performance magistral!

O vocalista da banda principal, "Nasty Bits" é o próprio filho do Mick Jagger e da Jerry Hall, James Jagger.

A Olivia Wilde que faz de esposa de Bobby Cannavale também tem uma prestação simpática mas por acaso confesso que esperava mais. Até pensei que a personagem teria mais relevância do que realmente teve...

Sinopse: Passada durante a revolução da indústria musical americana da década de 1970, conta a história de Richie Finestra (Bobby Cannavale), um empresário que tem que lutar para salvar sua empresa discográfica, a "American Century Records", sem destruir ninguém pelo caminho. A empresa está em maus lençóis, mas um acontecimento restaura o seu amor pela música, ao mesmo tempo que prejudica a sua vida pessoal.
A esposa de Finestra, Devon (Olivia Wilde), já viveu uma vida glamourosa como atriz e modelo, mas agora vive com as crianças na casa da familia nos subúrbios. As turbulências na vida do marido levarão que volte às suas raízes boémias. 
Zak Yankovich (Ray Romano) é o braço direito de Finestra na "American Century", e as suas relações profissionais foram responsáveis por grande parte do sucesso da empresa, mas os dois homens parecem discordar fundamentalmente na forma de gerir a empresa, o que leva a conflitos frequentes.



"Palo Alto" de Gia Copolla (2013)


É realizado pela Gia Copolla, neta do Francis Ford Copolla e baseado no livro com o mesmo nome do próprio James Franco.

Não gostei muito deste filme. Achei mais um YA (Young Adult) Movie. Confesso que para o fim já estava um pouco farta...

O James Franco, como sempre, parece que está sempre com aqueles olhos de moca, a Emma Roberts, não a achei adpatável a este papel porque acho-a mais madura e sem a inocência que requeria à personagem. Quem achei que fez um papel muito porreiro foi o Natt Wolf. De resto...

Sinopse: April (Emma Roberts) é uma adolescente timida, que se vê dividida entre uma paixão mal resolvida com Teddy (Jack Kilmer) e um flirt com o seu treinador de futebol Mr. B (James Franco). Fred (Nat Wolff) é um adolescente sem limites e sem filtros que arrasta Teddy para suas aventuras destrutivas. O filme mostra a vida, muitas vezes tediosa e autodestrutiva, dos jovens que tentam encontrar-se de alguma forma nalgum lugar.

Curiosidades: No quarto da April existe um poster do "Virgin Suicides", realizado pela tia de Gia, Sofia Copolla. A mãe de April é na realidade, a mãe de Gia.



"Mustang" de Deniz Gamze Ergüven (2015)


O que eu adorei este filme, que lufada de ar fresco!
Se gostaram do "Virgin Suicides", vão gostar muito deste. E não sei se não gostei mais deste...

O filme foi nomeado para Melhor Filme Estrangeiro deste ano mas acabou por perder para o "Son of Saul".

Sinopse: Centrada na Túrquia, numa cultura completamente machista, estas 5 irmãs um dia depois das aulas, decidem ir brincar no rio com alguns rapazes. A família soube e a partir desse momento, são tiradas da escola e fechadas em casa por terem "envergonhado" a família.

Após essa brincadeira com os rapazes, levam pancada da avó e uma delas até é levada ao médico para ser submetida a um exame de virgindade para confirmarem que não se tinha passado nada. 

Em casa é lhes tirado tudo o que possa lembrar uma "vida moderna", ou seja, computadores, roupas femininas, acessórios, tudo...e são fechadas à chave.

O dia a dia das irmãs fechadas em casa é fenomenal. A alegria dela quando fogem para irem ver um jogo de futebol, é contagiante. À medida que os dias vão passando, a casa vai tornando-se uma "prisão" pois as medidas de segurança vão apertando, chegando mesmo a colocarem grandes nas janelas.

Com o tempo, aquela casa tornou-se uma "fábrica de esposas", como elas numa parte do filme, dizem. Todas são treinadas a saber estar, a serem esposas ideias e à excepção da mais nova, todas vão conhecendo os seus maridos e são forçadas a casar. Inclusivamente era mostrado o lençol no dia seguinte para comprovar que a mulher tinha casado virgem. (Isto era ainda feito cá há 40 anos atrás, acreditem...e na cultura cigana, ainda é). 

A irmã mais nova revolta-se contra todo este sistema e o resto não se pode contar...

Este filme foi uma lufada de ar fresco e vale mesmo a pena!

Curiosidades: É o filme favorito de 2015 do James Franco.





domingo, maio 08, 2016

"La Isla Minima - Pecados Antigos" de Alberto Rodriguez


Vi este filme há 2 dias e fiquei a bater mal! Que coisa tão, tão boa. Dos melhores filmes Espanhóis que já vi! Passados 5 minutos, tive de parar o filme para ir investigar se era mesmo Espanhol ou de algum país da América Latina, com melhores "ferramentas" cinematográficas.
Este filme ganhou imensos prémios devido à excelente qualidade que apresenta.

A fotografia é poderosa, a banda sonora muito boa, a performance de ambos os protagonistas é de uma entrega brutal...
As duas personagens principais, os actores, Raúl Arévalo e Javier Gutiérrez  têm um olhar tão profundo, tão "vivido", o que lhes dá uma profundidade imensa e que vai realçar mais a complexidade da história.

À medida que ia vendo o filme, fui-me apercebendo que me estava a fazer lembrar a série, "True Detective". Depois informei-me e parece que o realizador, Alberto Rodriguez foi acusado de praticamente plagiar a série de Cary Fukunaga. O realizador disse que não concordava e que o seu produto era totalmente original.

Sinopse: Conta a história da investigação do desaparecimento de duas irmãs durante uma festa numa vila de Espanha nos anos 1980. 



"O Discípulo" de Hans Rosenfeldt e Michael Hjorth


A-DO-REI este livro!
Tinha lido o "Segredos Obscuros" há 2 semanas e fiquei vicíadissima nesta trilogia. 
Embora ainda não tenho saído o 3º, decidi logo comprar o este. Li-o também em 6 dias, tal como o primeiro e este tem quase 700 páginas. É impossível abrandar a leitura...

A personagem principal da trilogia é Sebastain Bergman, um psicólogo com um temperamento mutio díficil e muito conflituoso. Perdeu a esposa e a filha no tsunami e desde aí a sua vida tem vida a decair. Anteriormente trabalhava com a polícia de Estocolmo a ajudar a prender serial killers.

Este livro é independete do primeiro. Pode ler-se este sem ter lido o primeiro porque existe apenas uma pequena narrativa que passa de um livro para  outro, mas que aqui neste, é explicada novamente.

Atenção: não ler a lombada do 2º livro que tem um grande spoiler para quem está ainda a ler o primeiro. (Foi o que me aconteceu e fiquei lixada!)

Sinopse: Numa Estocolmo em chamas, assolada por uma onda de calor, várias mulheres são encontradas brutalmente assassinadas. Os assassinatos têm a marca de Edward Hinde, o assassino em série preso por Bergman há quinze anos, e que continua detido. Sendo um incontestável profiler e perito em Hinde, Sebastian é reintegrado na equipa, e não demora muito a perceber que tem mais ligações com o caso do que pensava. Todas as vítimas estão diretamente ligadas a eles. E a sua filha pode estar em perigo.

"Joy" de David O. Russell (2015)


E não sou fan da trupe: David O. Russell, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Das 4 parcerias que tiveram, "Silver Linings Playbook", "American Hustle", "Serena" e este, nenhum me marcou ou me deixou saudades, mas como em equipa vencedora não se mexe, o gajo continua a apostar nisto. Ou seja, faz um filme deste e é automaticamente nomeado para não sei quantos Oscars e eu não entendo porquê, principalmente nas categorias de Melhores Actores...

Este "Joy" não é um mau filme pois mostra o poder que esta mulher teve, a sua garra, a vontade de nunca desistir, isso é excepcional. O resto, é mais um filme que se vê...

Sinopse: Conta a história de Joy, mãe solteira de 3 filhos, responsável pelo utensílio doméstico, conhecido como "Magic Mop", em 1990. Com o "boom" das vendas, Joy começou a trabalhar no ramo comercial, registando mais de 100 patentes, até se tornar apresentadora de uma canal de compras e depois vender a sua marca por um contrato milionário.

Curiosidades: Foi o primeiro filme dos 4 feitos pela trupe, em que a Jennifer Lawrence ganhou mais que o Bradley Cooper.


sábado, maio 07, 2016

"Shades of Blue" & "Billions"

No mês de Abril terminei estas duas séries de que gostei mesmo muito. Às vezes custa-me que apenas grandes séries tenham notriedade e outras com igual qualidade, mas com apenas menos budget, fiquem para trás, que é o caso destas duas.
O elenco é de luxo em ambas e os argumentos muito bem feitos...foram surpresas muito boas.




Esta série foi devorada em 4 dias e fui gostando cada vez mais à medida que a história se ia desenrolando. Inicialmente torci o nariz por ser com a Jennifer Lopez mas como tinha o Ray Liotta resolvi arriscar. Valeu mesmo a pena!

Sinopse:  É focada em Harlee Santos (Lopez), uma detetive do Brooklyn e mãe solteira, que precisa trabalhar disfarçada como uma informante do FBI para manter sua filha a salvo. Com isso, ela vai precisar balancear os dois lados de sua vida: O instinto de proteção familiar e seu trabalho a serviço da justiça. Ao lado de Lopez, a série conta com Ray Liotta que interpreta o Tenente Matt Wozniak, que é capaz de fazer qualquer coisa para proteger os seus agentes – inclusive perseguir por conta própria o informante. 





Como grande fã do Paul Giamatti que sou, nem hesitei duas vezes em pegar nesta série e como gostei do Damian Lewis no "Homeland" achei que seria uma boa aposta. Gostei bastante, apenas achei que a "season finale" fosse melhor...aí confesso que fiquei um pouco desiludida mas pronto, teremos que esperar por próxima season.
Esta série acaba por ser uma luta de egos entre os dois que estão em lados opostos da lei e também de valores.

Sinopse: Conta a história de Chuck Rhoades, (Paul Giamatti), um poderoso Defensor Público que vai atrás de Bobby Axe (Damian Lewis), um brilhante e audacioso magnata empresário.Focado no embate entre essas duas forças gigantescas e opostas, a série é descrita como "um complexo e contemporâneo drama sobre poder político em Nova York.


sábado, abril 30, 2016

"A Biografia Involuntária dos Amantes" de João Tordo


Li "As Três Vidas" no Verão de 2012 e fiquei deslumbrada com este romance. Devorei-o em poucos dias e embrenhei-me tanto na saga desta família que não conseguia deixar de ler. 
Conta a história de "António Augusto Milhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos. São estes mistérios que o narrador - um rapaz de família modesta - procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - e cruzando a história sangrenta do século XX com a das suas personagens, As Três Vidas é, simultaneamente, uma viagem de autodescobertas através do «outro» e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Milhouse Pascal, e do destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém."
Nesse dia tomei a decisão de ler a obra toda do João Tordo.

Li "O Bom Inverno" e depois "O Ano Sabático". Ambos foram uma desilusão, pois não senti o mesmo, não criei empatia com as personagens e não achei nada de especial.

Esta semana comecei a terminei "A Biografia Involuntária dos Amantes" e confesso que me custou acabar. Estou deserta que o livro chegasse ao fim porque achei-o tão chato em certas partes. 
Conta a história de dois homens que se cruzam e se tornam amigos. A personagem principal fica curiosa e intriga com este seu novo amigo, então decide saber tudo sobre a sua vida passada e a história acaba por ser a descoberta do passado deste mexicano, pelo amigo português, mas mais nio campo amoroso. 
A persoangem principal também tem de lidar com as suas frustrações relativamente à ex mulher, filha e à sua profissão. O que na minha opinião é a parte mais interessante do livro, mas não a principal.

Estou relutante em ler mais alguma coisa do João Tordo porque confesso que estou desiludida...

sábado, abril 23, 2016

"Southpaw" de Antoine Fuqua (2015)


Eu gosto muito do Fuqua porque ao longo dos anos tem feito filmes muito bons, tais como, "The Equalizer", "Training Day", ambos com o Denzel Washington e agora fez o "The Magnificent Seven" com um cast fenomenal, incluindo o Denzel também.

Como considero o Jake Gyllenhaal dos melhores da geração dele, andava curiosa para ver este filme e superou as minhas expectativas. Gostei mesmo muito. Conta também com a presença da Rachel McAdams e do Forrest Whitaker.

O Gyllenhaal está transformado em todos os aspectos. A sua entrega a este papel, o seu corpo, tudo neste filme resulta e não nos deixa virar os olhos um segundo que seja.

Sinopse: Billy "The Great" Hope (Jake Gyllenhaal), é lutador, é o seu objectivo é o título de campeão enquanto enfrenta diversas tragédias na sua vida pessoal. Além das batalhas nos ringues, é forçado a lutar para conquistar o amor e o respeito da filha.

Curiosidades: A primeira escolha para o papel foi Eminem, que ainda começou por gravar umas cenas mas acabou por desistir por querer focar-se mais na sua carreira na música. Este filme era suposto ser a sequela do "8 Mile".


"Making a Murderer" (2015)


Foi a série que me marcou mais nos últimos tempos. E porquê? É um documentário feito em 10 anos que relata a história de Steven Avery, que é acusado de um crime mas passados 18 anos, o DNA prova que ele esteva inocente. Sai cá para fora após 18 anos preso e ao pedir uma indemnização pelos danos, é acusado de outro crime...

Ao longo dos 10 episódios vemos as entrevistas ao próprio, à família, aos advogados, a toda a gente envolvida no processo e mesmo dos julgamentos.

Eu devorei os 10 episódios em 3 dias e fiquei a bater mal no fim. Não vos posso contar mas digo-vos que ninguém fica indiferente a esta série/documentário porque ele é real, ele está acontecer "as we speak", e mais não digo...


"A Bibliotecária de Auschwitz" de Antonio G. Iturbe



Ao meu ver, este livro divide-se am duas partes: a primeira (pensamos nós) que é mais uma "fantasia" nos campos de Auswichtz/Birkenau e a parte mais final do livro retrata uma realidade mais crua do que foram os fins e o degredo dos campos.

Como estive em Auswichtz, ainda o livro me tocou mais porque consegui visualizar tudo o que era descrito.
No final temos uma excelente surpresa sobre a nossa protagonista.
Para quem, como eu, devora tudo o que seja sobre este tema, é um bom livro. Quem não consegue lidar com as descrições do que foi este extremínio, tornar-se-á um livro pesado para o fim.
Neste livro, mais do que todo o horror do Holocausto, somos levados a focar-nos nas pequenas coisas que mantém acesa a esperança. São várias as passagens do livro que demonstram como o que valeu a tanta gente foi manter a coragem. 
Gostei muito!

Sinopse: Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem.

Classificação: 4/5

"Segredos Obscuros (Sebastian Bergman #1)" de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt



Tinham-me falado nesta colecção de livros que é uma série nórdica e comprei o livro em Agosto mas como não costumo ler thrillers, foi ficando. 
Como também comecei a ver muito buzz sobre "O Discípulo" que é o 2º livro deles, decidi arriscar...
Devorei este livro em poucos dias. Lia de manhã, à hora do almoço e à noite. 

Não costumo ler policiais mas gostei imenso e vou continuar nesta linha de leitura.
A trama, não sendo nada de especial, não deixa de nos viciar. As personagens são bem construídas e a maneira que está escrito, flui muito bem.
Deu-me gozo pegar neste livro e deixar-me levar pela investigação à volta de um crime, com a descoberta de pistas, o aparecimento de potenciais culpados e as reviravoltas que normalmente nos são apresentadas e nos deixam surpreendidos. Era isso que procurava neste livro, dentro dos policiais nórdicos que tanto sucesso têm feito, e foi isso que encontrei.

Sinopse: Sebastian Bergman é um homem à deriva.
Psicólogo de formação, trabalhava como profiler para a polícia e era um dos grandes especialistas do país em serial killers. Perdeu tudo quando o tsunami no continente indiano lhe levou a mulher e a filha.
Tudo muda com uma chamada para a polícia. Um rapaz de dezasseis anos, Roger Eriksson, desapareceu na cidade de Västerås. Organiza-se uma busca e um grupo de jovens escuteiros faz uma descoberta macabra no meio de um pântano: Roger está morto e falta-lhe o coração. É o momento de Sebastian se confrontar com um mundo que conhece demasiado bem.
O Departamento de Investigação Criminal pede ajuda a Sebastian. Os modos bruscos e revoltados de Sebastian não impedem a investigação de avançar. E as descobertas sobre a escola que Roger frequentava são aterradoras.

Classificação: 4/5

segunda-feira, abril 18, 2016

Varsóvia e Cracóvia - Março 2016

Esta era a viagem que queria fazer há muitos anos porque desde os meus 20 e picos anos que queria ir a Auswichtz. Tinha tudo tratado e pago desde Setembro...
O voo durou 3h40 e quando aterrei à hora do almoço estava um pouco perdida porque não encontrava o trem que me levaria até à cidade e a quem eu perguntava também não me explicava lá muito bem. Mas pronto, lá fui no trem até ao centro de Varsóvia. O bilhete custa 3.40zlots - 0.79€ e é para uma viagem de 20 minutos. (Foi o único que tirei para me deslocar em Varsóvia. Estes 20mn bastam.)
O hostel ficava a 800m da estação central de Varsóvia e foi o hostel que mais gostei dos que já conheci. Chama-se "Warsaw Downtown Hostel" e como a Páscoa é uma data muito importante na Polónia, eles fizeram uma festinha com comida tipíca (que desconsolo!) e com algumas pessoas que estavam lá hospedadas. É um hostel que todas as noites às 20h promove uma atividade para as pessoas fazerem em conjunto. As instalações eram giríssimas e o meu quartos era privado e com wc. 
Como era Domingo de Páscoa e tudo estava fechado, não tive outra escolha senão voltar ao centro e ir ao Mac. Comi um menu por 11zlost - 2€ e depois fui até ao Hard Rock Café que fica mesmo ao lado. Fui com o intuito de espreitar mas quando vi o preço e principalmente a qualidade da cerveja,fiquei lá até à 1h a beber uns copos e a ouvir música. As imperiais deles são de meio litro e custavam no Hard Rock, 9 zlots - 2€ cada uma.
Quando saí do HR confesso que já vinha bem disposta e ainda tirei umas fotos lá no centro. Estava frio como eu gosto mas nada como estava à espera. Ou seja, fui carregada com cachecóis, uns collants, gorros e luvas. Estava mais frio em Portugal do que na Polónia.

No dia seguinte por volta das 8.45 já estava a percorrer Varsóvia mas não se via ninguém. Para além de ser cedo, na 2ª feira de Páscoa ninguém trabalha e está tudo fechado. Fui até à Praça do Mercado - Rynek Straego Miasta e às 10.30 fiz a 1ª "Walking Free Tour". É uma coisa que agora faço sempre que viajo pois é a melhor maneira de conhecer as cidades. É grátis e no fim damos o que queremos.
Fiz a "Old Town" e depois às 14h, fiz a "Jewish".
A comida não é mesmo o forte dos Polacos a não ser a pastelaria. Neste primeiro dia fui almoçar ao "Zapieck" que são uns restaurantes muito conhecidos e claro que comi "Pierogi". Não me recordo do nome da bebida mas era tipo sangria quente. O shot de vodka a acompanhar não foi pedido, mas faz parte da bebida.
Eles têm uma cadeia de "Cafés Nero" e isso sim foi um sitio que visitei todos os dias. Tudo lá era delicioso! Estes cafés têm um ambiente muito familiar e a decoração é giríssima. 
A visita ao "Jewish Ghetto" foi giríssima e o guia contou-nos toda a história e os factos, principalmente do "Uprising - Movimento de Revolta". Neste ghetto foram colocados todos os judeus de Varsóvia. (Não me vou alongar sobre história mas foi muito, muito enriquecedor.) Estivemos também na zona onde os judeus que foram deportados estavam sentado horas e horas à espera de serem levados nos vagões para Auswichtz. Esta zona agora é um memorial. 
No dia seguinte de manhã fui de comboio para Cracóvia. O bilhete custou 135zlots - 33€ e teve a duração de 2h e picos. Comprar o bilhete foi custoso porque nos guichets ninguém fala inglês e a simpatia, tal como a comida, não é o forte dos Polacos. Lá consegui encontrar umas pessoas que têm uns coletes laranjas e que ajudam os turistas nas estações...
Estes comboios têm imensas condições e aparece sempre uma menina que oferece água, café ou chá. Não se pagam estas bebidas.

Quando cheguei a Cracóvia apercebi-me que a cidade era bem diferente de Varsóvia: tudo é mais condensado, a cidade mais pequena, as pessoas mais "urbanas" e mais pessoal jovem. Atravessei a estação e apanhei o trem até ao Bairro "Kazimierz" (Bairro Judeu) que era onde ficava o meu hostel. Aqui as viagens eram mais baratas e paguei 2.80zslots.
O quarto era enorme e muito giro. Não gostei tanto deste hostel porque era muito impessoal e as funcionárias não eram nada simpáticas. Parecia que tudo lhes era um frete.
À tarde dei uma volta na Praça Central que estava cheia de gente e fiz também a "Jewish Free Walking Tour" que adorei! Ao contrário de Varsóvia que o ghetto era só prédios e cimento, aqui as coisas eram bem mais pequeninas e térreas.
Nesta foto é o pátio onde foram filmadas algumas cenas d' "A Lista de Schindler". 
Passámos também pela "Love Bridge"e pela Praça do Ghetto. Estas cadeiras simbolizam os pertences que os judeus tiveram de trazer quando foram despojados.
 O destino a seguir foi o "Fábrica do Oskar Schindler". Foi o único museu que fiz sem guia porque pelo que me apercebi, neste museu, só os grupos têm direito a guia. Não aconselho ir assim porque perde-se muita informação...
No dia seguinte fiz a tão esperada viagem a Auswichtz. Como os preços são todos muito em conta, preferi ir numa visita organizada. Paguei 140zlots - 32€ e veio um senhor de uma empresa buscar-me ao hotel, levou-me numa mini van, juntamente com outros turistas. Depois fez o também o transporte de Auswichtz a Birkenau II (são 3km) e no final deixou-nos nos nossos hotéis. É a maneira mais confortável, na minha opinião.
A visita foi feita com guia e durou toda a manhã. 2.30h no primeiro campo e 1.30 no segundo. Não vou relatar o que vi porque todos sabemos mas posso dizer-vos que sai-se de lá como se um comboio nos tivesse atropelado. Também optei por colocar fotos apenas do exterior.
Depois desta manhã, nada como a tarde nos petiscos. A "street food" deles é muito boa e o que mais gostei foram as "Zapeinkankas". Eu que não sou apreciadora de cerveja, esta era viciante porque ao contrário da nossa, não é nada pesada.
No dia seguinte fui às famosas "Minas de Sal". São 20mn de comboio e à entrada paguei 94zlots - 21€. Não é decididamente o meu tipo de local a visitar mas realmente é magistral. Tudo é construído abaixo da terra.
Fui também dar a voltinha no "bus turístico". Não escolhi a opção "hop on e hop of", fiz apenas a volta completa que demorou 1h20. Paguei 40zslots - 9€.
No dia seguinte voltei a Varsóvia e fui visitar o "Uprising Museum - Museu da Revolta". É lindíssimo e vale mesmo a pena!
Esta última noite fiquei num hotel e não num hostel. São os chamados "hotels low budget". São simpáticos e em conta, pois paguei 35€ mas eu continuo a preferir os hostels.
No dia seguinte fui ao "Jewish Museum" e este foi sem dúvida o que mais gostei. Paguei 35zlots com audio em inglês. Esta exposição é muito completa e lindíssima.

Foram 6 dias espetaculares! Aulas de história ao vivo com o bónus de ser tudo baratíssimo. Apenas não gostei da falta de simpatia e disponibilidade dos Polacos. Existem excepções mas a maioria é mesmo assim...