segunda-feira, março 17, 2014

“There Will be Blood” de P.T. Anderson

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Ontem deu-me para rever este filme e matar saudades. Vi-o logo quando saiu no cinema e a única coisa que ainda retinha do filme era as excelentes interpretações do Daniel Day – Lewis, do Paul Dano e da química que têm entre os dois. Todas as cenas em que contracenam são deliciosas. Disso nunca me esqueci. Este papel valeu o segundo Oscar a Daniel – Day Lewis e no total 8 nomeações.

A acção demora a desenrolar-se pois só passados 15 minutos é que temos o primeiro diálogo. A acção centra-se em Daniel Plainview (Daniel Day – Lewis)que é um prospector de petróleo; um homem muito frio, amargo, calculista, que anda de terra em terra com o seu filho, a tentar convencer as pessoas a venderem-lhe os terrenos por uma módica quantia, onde ele poderá enriquecer à conta do petróleo que extrai.

A relação que tem com o filho é no mínimo estranha. A criança cresce à volta deste meio e ajuda o pai com todo o gosto. Nalgumas cenas podemos ver que o pai se preocupa com o filho, mas ao fim, ao cabo, acaba por utilizá-lo mesmo nos seus discursos para convencer os locais a cederem-lhe os terrenos, na medida em que o petróleo é mais importante que o próprio filho.

Paul Dano faz dois papéis, Paul e Eli, mas a personagem mais relevante na história, é Eli, uma (falso) profeta que prega a palavra de Deus, sem deixar de lado os seus interesses pessoais.

Argumento: Um épico sobre a família, a febre do petróleo, a ambição e a vingança, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), decide partir para a Califórnia quando ouve falar de uma pequena cidade onde um oceano de petróleo está a revelar-se à superfície. Daniel resolve então tentar a sua sorte em Little Boston, uma cidade degradada e miserável onde a comunidade é uma fervorosa adepta dos sermões do pregador Eli Sunday (Paul Dano). Mesmo com uma fortuna crescente, nada será como antes: as tensões crescem, os conflitos eclodem e valores como o amor, a esperança e a fé são ameaçados pela corrupção e pela desmedida sede de petróleo.

Curiosidades: Parte do discurso que Daniel Plainview faz aos habitantes de Little Boston, é improvisado. PT Anderson comentou que ficou deliciado com a profundidade da personagem. A matéria viscosa que imita o petróleo é, nem mais, nem menos, que o chocolate que se coloca por cima dos Sundae, no McDonald’s.

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7 comentários:

  1. Nunca vi mas...suspeito que não seja o meu género :/

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    1. Marta: Nunca viste? A sério? Eu tenho a certeza que ias gostar. É impossível ficar indiferente a esta personagem.

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    2. Dora, assim sendo sou capaz de arriscar...vou ver se o "encontro" :)

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  2. Paula: Aviso já que é grandito. É perto de 3h.

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  3. Vi-o no cinema na altura e não me convenceu muito:P Por outro lado, o meu namorado adorou e por isso de tempos a tempos lá o vejo com ele:) Apesar de continuar a não adorar a história, reconheço que estão ali duas grande interpretações do Daniel Day-Lewis (o homem é um camaleão) e de Paul Dano.

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    1. Catarina R: A história em si não é nada por aí além. As performances deles é que fazem o filme.

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