segunda-feira, abril 07, 2014

“Blood Ties” de Guillaume Canet (2013)

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Ora aqui está uma agradável surpresa. É inevitável fazermos uma comparação com o “American Hustle” de David O. Russel assim que começamos a ver o filme, devido ao casting igualmente bom, à época onde decorre a acção e principalmente, à banda sonora que é excelente. Na minha opinião este filme é superior ao “American Hustle”. Um pouco mais parado mas com um elenco muito bom composto por: Clive Owen, Billy Crudup, Marion Cotillard, Mila Kunis, Zoe Saldana, James Caan, Noah Emmerich, Lili Taylor, Matthias Schoenaerts e muitos mais…

Curiosamente fiquei a saber que o realizador, Guillaume Canet (actor em “The Beach” e “Last Night”) é marido de Marion Cotillard e que através da mesma, conheceu Matthias Schoenaerts, com quem já tinha feito “De rouille et d’os”. Gosto sempre de saber estes “Six Degrees of Separation”…

Clive Owen por muito que tente, não consegue fazer um sotaque americano, o que é pena, porque até mesmo Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts o superam neste campo. Para mim, é a única falha como personagem.

Este filme vale mesmo a pena. Aconselho-o vivamente.

Argumento: Nova Iorque, 1974. Chris (Clive Owen), 50 anos de idade, acaba de ser libertado por bom comportamento após vários anos preso por um assassínio relacionado com lutas de gangues. À sua espera nos portões da cadeia encontra-se Frank (Billy Crudup), o irmão mais novo, um jovem policia com uma carreira promissora. Chris e Frank sempre tiveram um relacionamento difícil, agravado pela preferência que o pai (James Caan) de ambos dava a Chris, apesar dos sarilhos em que se metia. No entanto, os laços de sangue falam mais alto e Frank está apostado em dar outra oportunidade ao irmão. Acolhe-o em sua casa, arranja-lhe um emprego e ajuda-o a reatar uma relação de amizade com a ex-mulher, Monica (Marion Cotillard), e com os filhos. Mas o inevitável regresso de Chris à antiga vida de crime acaba por ser a derradeira de uma longa série de traições que acaba por colocar os dois irmãos frente-frente.

Curiosidades: É o primeiro filme em Inglês de Guillaume Canet. Mark Whalberg foi a primeira aposta mas devido a conflitos de calendarização, não pode participar.

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8 comentários:

  1. Vale a pena o preço de um bilhete de cinema?

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  2. Também o acho melhor que o American Hustle mas apesar de ter o ter achado um bom filme foi daqueles que vi e no dia seguinte já não pensei mais no assunto. Está muito bem realizado mas houve qualquer coisa na história em si que não me fascinou...achei-o um pouco previsível. Mas a minha opinião é fortemente marcada pelo facto de esta não ser das minhas temáticas favoritas e um género que raramente me marca.

    E quanto ao Clive... tenho uma relação de amor-ódio com ele :P Há filmes em que o acho fenomenal, outros em que dava tudo para ver outro actor no lugar dele.

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    1. Inês: Eu AMO o Clive no Closer. No resto, acho banal. Ele aqui está muito buçal. Eheheheh!

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  3. Esse não posso perder!! Eu gostei muito do American Hustle, talvez porque gosto muito dos anos 70, mas pelo o que já li no teu blog, parece que esse é melhor.

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    1. Oceano: Se gostaste muito desse, se calhar gostas menos deste. Eu não achei assim tanta piada ao American Hustle.

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