quarta-feira, abril 23, 2014

Os amigos

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Existe uma teoria que de 7 em 7 anos a nossa vida “dá uma volta” e principalmente, os amigos com quem nos dávamos melhor, deixam de fazer parte da nossa vida. Eu acredito nisto e actualmente, mais que nunca.

Nos últimos 5 ou 6 anos o meu círculo de amigos mudou completamente. Éramos um grupo considerável, onde uns se davam melhor com outros, o que acontece naturalmente. Nos dias de hoje já praticamente ninguém se fala. A maioria chateou-se e os outros afastaram-se. A minha melhor amiga incluída.

Posso dizer que esta amiga era como se fosse uma alma gémea porque era uma pessoa que me completava e principalmente, que me desafiava. Actualmente, foi mais uma amiga que tive.

Deve ser a isto que chama “crescer”. Ehehehe!

30 comentários:

  1. Olha já me aconteceu isso com o meu grupinho, virámos todos "amigos de café"
    Não sinto aquele á vontade com eles que sentia antes. Em alguns casos até tento forçar, mas não é a mesma coisa... É muito estranho.

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    1. Miguel: E não começas a pensar "esta gente já não me diz nada...estas conversas...zero"?

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    2. Sim, há casos assim, em que eu estou com eles/as e fico naquela
      "não é que te odeie... mas se ficasse sem te ver não morria"
      Mas por exemplo tenho uma amiga de quem gosto mesmo muito, já de infância, e tenho muita pena disso estar a acontecer, então esforço me mais com ela, embora esteja a ir pelo mesmo caminho.
      Daqui a um ou dois anos provavelmente não me vou dar com nenhuma destas pessoas pelo andar da carruagem, e a cena que me faz confusão é que não me chateia particularmente essa ideia.

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  2. A crise dos 7 sempre ouvi mas aplicada aos relacionamentos amorosos. E confirmo! ahahah :P

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    1. Alexas: Mas vem daí mesmo. De 7 em 7 anos há um ciclo e isso aplica-se a tudo.

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  3. Também me aconteceu, também considerava quase sangue do mesmo sangue, hoje é uma pessoa a quem não me parece que vá dar uma terceira oportunidade.

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  4. Nem sei o que escrever, mas a imagem que tu tens no post diz tudo.

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    1. Oceano: Há imagens que dizem tudo :)

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  5. Isto vai parecer um bocado mal de se dizer, mas eu na realidade não considero ter mesmo amigas, amigas (ou amigos). Não estou para ter trabalho porque sei que um dia vai haver uma desilusão qualquer, afastamentos... tenho pessoas na minha vida que realmente gosto, são divertidas e gosto de passar tempo com elas. Mas apenas isso. Só considero a minha mãe a minha real amiga, e o Abade. São os únicos em quem em confio tudo de mim.

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    1. Didi: Lucky you. Eu não tenho essas pessoas. :)

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    2. Eu partilho da mesma opinião da Didi Maria.. tive tantos desgostos na adolescência com amizades que praticamente desisti de levar a coisa a sério. O meu circulo actual é muito pequeno e enquanto formos todos avariados da cabeça a coisa vai funcionando.. quando a malta começar a mudar, o afastamento será natural. Se não nos preocuparmos muito com isso, custa menos :)

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  6. Não acho nada descabida a teoria tendo eu vivido numa mão cheia de países nos últimos 7 anos. Tenho, felizmente, algumas excepções para confirmar a regra ;)

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    1. PM: E agora passados 7 anos, voltaste à base?

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    2. Não, estou noutro país diferente mas há um pequeno grupo de caramelos com quem eu sempre mantenho contacto quando volto a PT.

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  7. E o contrario também o é !!!!!! nunca mais marchas dizem os teus "amigos" nas e pelas tuas costas...a vida é tramada e a culpa é sempre dos outros, dizem que é fado outros o destino...eu diria mais ......mas que merda de amigos tu tens.

    SuperTramp

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  8. Salvo algumas exceções ou imprevistos inultrapassáveis, quem quer mesmo fazer parte da nossa vida faz.
    Quem nós queremos que faça a mesma coisa.

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    1. Shiver: Mas chega a uma altura que tu deixas de puxar carroças e só estás com quem quer estar contigo, ou melhor, com pessoas que te tragam algo...

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  9. Hmmm... não sei se concordo... os meus melhores amigos são-no há anos, décadas mesmo! :)

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    1. ilovemyshoes: Existe sempre a excepção à regra.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Tive sempre muitas dificuldades em compreender esse tipo de amizades, passageiras. É a primeira vez que me deparo com tal opinião: a de que são, de alguma forma, normais, a de que fazem parte da vida. Admiro essa tua abertura de espírito (ou será um mecanismo de defesa para evitares ficar magoada quando as pessoas te desiludem?), mas... Não partilho da tua opinião. Tenho para mim que apenas são dignas de ser consideradas como tal (amizades) as verdadeiras, aquelas que perduram no tempo e resistem a tudo, até à distância (quiçá a maior das inimigas de todo e qualquer sentimento que una dois seres humanos)... O resto são coisas, são uma palavra qualquer que lhe queiram chamar, mas não são amizades. ;)

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    1. Demian: Chamas abertura de espírito falar do que se sente? É óbvio que também tenho amigas com mais de 20 anos e disso não falei. Não achei relevante para o post, na medida em que quis falar dos grupos de amigos que vamos tendo e que de tantos em tantos anos, são renovados. E isso, não me parece que só aconteça comigo.

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  12. Bem, a série Friends durou uns 10 anos, já não se deviam suportar uns aos outros ;)

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    1. Toupeira: Por 1 milhão por episódio, faz-se sempre o esforço mesmo quando já não se gosta :)

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  13. Esta teoria aplica-se perfeitamente ao meu caso. Foi o grupo dos amigos de infância, de escola, de universidade e agora de trabalho, juntamente com pessoas que se vão conhecendo por acaso. Mantenho algumas amizades de longa data mas os grupos dispersaram-se completamente.

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    1. Inês S: É perfeitamente normal. Podem ficar alguns de raiz mas o resto, esvanece.

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  14. Como costumo dizer, os amigos existem até existir interesse. Porque ao fim ao caso somos todos uns interesseiros. Depois, quando as coisas já não servem, fogem e procuram outros, a quem tenham interesse em alguma coisa. Mas como isto é como as marés, e há mais marés que marinheiros, é tudo uma questão de tempo até aparecerem novos amigos na nossa vida.

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    1. Namorado: Não vejo como interesse mas entendo a tua perspectiva.

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  15. ainda mantenho grande parte dos amigos que fui fazendo ao longo dos anos, não nos reunimos tantas vezes como quereríamos, as distancias que a vida foi colocando entre nos fizeram com que apenas esteja com alguns uma ou duas vezes por ano, os que estão mais perto é uma jantarada de 15 em 15 dias para conversar e por a conversa em dia, é sempre bom recordar tempos passados. Com este post fizeste-me lembrar "António Sala - velhos amigos"

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