terça-feira, abril 01, 2014

“The Road” de John Hillcoat (2009)

road_ver3 the_road_poster01 

Saí do cinema lavada em lágrimas (o que também não é difícil) e tocada por este filme. É impossível ficarmos indiferentes a esta história, não só pelo conteúdo mas também pelas interpretações. Nunca percebemos quando é passado o filme: se nos dias de hoje, se num futuro próximo. E mais curiosamente, nunca nos apercebemos o que se passou. É certo que houve um apocalipse mas não sabemos o que levou a esse acontecimento.

Viggo Mortensen e o seu filho, Kodi Smit-McPhee encontram-se perdidos e à deriva. Rumam ao Sul, vasculhando a cidade, para uma vida melhor, pois já perderam a esposa/mãe, Charlize Theron. Em todo o filme existe apenas uma personagem com nome que é Eli (Robert Duvall). Todas as outras personagens não têm nome. O pai encontra-se numa agonia constante e faz tudo o que pode para manter a sua sobrevivência, mas especialmente a do filho. Passam muita fome, frio e têm apenas uma arma com duas balas para a sua protecção. É impressionante as cenas onde o pai ensina o filho a manusear a armar, inclusivamente quando, numa situação de perigo, lhe aponta a mesma à cabeça, numa tentativa de o proteger de actos de canibalismo de outras pessoas.

A fotografia é lindíssima. O ambiente é muito escuro, tudo à base de cinzentos, nunca vemos o sol. A caracterização também está muito bem feita, pois todas as personagens encontram-se num estado lastimável: sujíssimos, com os dentes podres e a roupa desfeita.

Argumento: Adaptação ao cinema do best-seller e vencedor do Pulitzer de Cormac MacCarthy. Um conto épico, pós apocalíptico, de sobrevivência de um pai e do seu filho pequeno à medida que eles atravessam uma América árida, destruída por um misterioso cataclismo. «The Road» imagina um futuro no qual os homens são empurrados para o pior e o melhor de que são capazes – um futuro onde o pai e o seu filho são sustentados pelo amor que os une.

Curiosidades: Kodi Smit-McPhee  foi escolhido pela sua semelhança física com Charlize Theron. Viggo Mortensen decidiu dormir vestido e passar fome para pode entrar mais na personagem. Para tornarem o papel mais real, ambos os actores confessaram que comiam grilos.

ROAD13 the-road-photo

13 comentários:

  1. Um dos poucos casos em que gostei mais do filme do que do livro:)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Catarina Rodrigues: Por acaso nunca li o livro.

      Eliminar
  2. Este filme vi-o no cinema e não o consegui tirar da cabeça durante uma semana inteira. É brutal. Já ouvi dizer que é muito inferior ao livro, e talvez seja por isso que foi completamente ignorado por altura dos prémios, o que foi uma injustiça na minha opinião, pois como tu disseste, está muito bem feito. Foi um dos melhores filmes que vi nesse ano.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ozpinhead: Fotografia, Argumento Adaptado, Melhor Actor, no minímo...

      Eliminar
  3. Ainda não vi, mas fiquei curiosa:)

    ResponderEliminar
  4. Gostei muito do filme. A história é triste, o cenário não ajuda mas a humanidade, quer pelo bem ou pelo mal está lá bem representada.

    ResponderEliminar
  5. Quando saiu no cinema não me disse muito mas decidi vê-lo uns meses depois e adorei. É incrível como um filme tão simples se pode tornar tão intenso. Foi um dos papéis do Viggo que mais gostei, ainda na semana passada andei a pesquisar na Internet sobre ele pois há imenso tempo que não o vejo em bons papéis.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Inês: Ele é um excelente actor, sem dúvida. Já viste aquele da máfia russa?

      Eliminar
    2. Com a Naomi Watts? Se for esse já vi há algum tempo e também gostei bastante.

      Eliminar
    3. Inês S: Sim, esse. Perguntei-te noutro post se tinhas blog.

      Eliminar
  6. Já vi, há algum tempo...penso que terá sido no ano em que saiu. Estas histórias deixam-me sempre abalada. Tenho tanto medo deste tipo de "fim" :/

    ResponderEliminar