terça-feira, maio 20, 2014

“Her” de Spike Jonze (2013)

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Com o primeiro filme que vi do Spike Jonze , “Being John Malkovich” fiquei a bater mal! Achei um filme completamente alucinado e brilhante. Assim que saiu em dvd comprei-o e durante muito tempo aconselhava-o a todos os meus amigos que gostavam de um tipo de cinema mais alternativo. Os seguintes pouco me disseram e deste estava à espera de gostar como gostei. Não me desiludiu nem um bocadinho.

Foi o único filme candidato aos Oscars que não vi no cinema ou em HD até à altura da cerimónia. Todos já o tinham visto, feito posts, comentado no Facebook e eu sempre à espera que ele saísse com boa qualidade. Finalmente vi-o este fim-de-semana. Ganhou o Globo de Ouro e o Oscar para Melhor Argumento Original. Em 2000 foi nomeador para Melhor Realizador com “Being John Malkovich”.

Como referi, já toda a gente escreveu sobre o filme e pelo que vi, a maioria das pessoas gostou muito. Eu adorei a história, não a achei tão descabida como isso. Pelo contrário, achei-a bastante natural e simples. Toda a fotografia do filme é estrondosa, os tons utilizados são lindíssimos. É um filme de extremo bom gosto. Spike Jonze não costuma filmar com este tipo de fotografia e bem que poderia começar a fazê-lo, ao jeito do Wes Anderson.

Nunca simpatizei com o Joaquin Phoenix mas desde o primeiro filme que vi com ele (“Parenthood”, 1989) sempre o achei um bom actor. Goste-se ou não, é impossível não o considerar dos melhores actores dos últimos anos. Tenho visto praticamente tudo o que faz e não há uma má performance.

Argumento: Num futuro não muito distante, Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor solitário, adquire um novo sistema operativo projectado para corresponder a todas as necessidades do utilizador. Para sua própria surpresa, Theodore vê-se a desenvolver uma relação romântica nada convencional com esse mesmo sistema operativo.

Curiosidades: Samantha Morton era a voz original de Samantha. Ao editar o filme, Spike Jonze decidiu mudar de ideias e convidou Scarlett Johansson, que teve de gravar tudo de novo. A maioria das cenas é filmada em Xangai. A estátua do avião virado ao contrário é CGI; aquela estátua não existe.

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“Sometimes I think I have felt everything I'm ever gonna feel. And from here on out, I'm not gonna feel anything new. Just lesser versions of what I've already felt.” – Theodore

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28 comentários:

  1. Gostei bastante! E também não me pareceu nem um pouco descabido... ;)

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  2. Gosto muito do Quim, é um actor brilhante e é só por ele que tenho alguma curiosidade em ver o filme, embora não tenha grandes expectativas acerca do mesmo. Mas isso até costuma ser bom, quando subo a fasquia raramente fico satisfeito, e nem o Tarantino (que é o meu favorito) escapou à minha fúria depois de ver o Django (quem faz Inglourious Basterds pode reformar-se porque, depois daquilo, não se pode melhorar mais, é sempre a descer e foi o que aconteceu, infelizmente). :)

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    1. Demian: Eu tinha e não sairam defraudadas. Eu senti-me desiludida com o "Death Proff".

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    2. Esse é mais para die hard fans... Mas o Django era suposto ser uma bomba, depois daquela monstruosidade que foi o Inglourious... Também ajuda o facto de eu considerar o Jamie Foxx um mau actor, mas nem sequer o Waltz (que esteve brilhante no I.B.) mereceu o segundo óscar pelo Django, achei insuficiente a prestação, tal como a de todos os outros. :p

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  3. Para mal dos meus pecados, choquei com este filme.. nada a declarar no departamento da fotografia e o ambiente geral do filme, a calma com que tudo decorre.. agora o conceito em que a história assenta é que me estragou tudo.. a ideia de comprar um sistema operativo e ele vir cheio de tiques humanos (humores, birras, crises existenciais e o caneco) encheu-me de nervos lol não quero viver num futuro onde um SO amua comigo e depois desaparece sem deixar rasto durante horas, e eu fico a ver navios, sem conseguir aceder às minhas cenas ou sem conseguir trabalhar.. depois decide pirar-se junto com os seus amigos iluminados e eu tenho que voltar a comprar outro... opá... não! :D

    Também achei que tem demasiadas pausas à lá Sofia Copolla (que por acaso até esteve uns anos casada com o Jonze).. gosto bastante dessas pausas, são lufadas de ar fresco entre cenas.. mas em demasia prejudicam um bocado o ritmo do filme.

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    1. Isa: A que te referes com essas pausas? Dás-me um exemplo?
      Por acaso quando estava a fazer o post lembrei-me que a Sofia Copolla já tinha andado com ele mas achei irrelevante. Eu que gosto tanto dessas curiosidades :)

      Sim, entendo que seja um pouco estranho o SO sentir aquilo tudo mas mesmo assim, gostei mesmo muitoe vou voltar a vê-lo em breve.

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    2. As pausas que falo são aquelas cenas curtas que não acrescentam nada à história, mas que são de uma beleza inexplicável por serem tão genuínas e simples. Poesia em filme :)

      Dos filmes da Coppola, a cena em que o Bill Murray joga golfe no Lost in Translation e a cena do Petit Trianon no Marie Antoinette foram as que mais me marcaram. Do Her não me lembro de nenhuma em particular, foram tantas que teria que rever o filme quase todo para escolher uma que conseguisse sobressair.

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  4. 5 estrelas.
    Esse universo da sofia copolla tem muito a ver com este filme,varias cenas fizeram-me lembrar o grande "Lost in Translation".

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    1. Shiver: Sim, também consigo ver algumas semelhanças mas este é bem superior.

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    2. Shiver: Sim, também consigo ver algumas semelhanças mas este é bem superior.

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    3. Se consideras este filme superior ao Lost in Translation, definitivamente vou já vê-lo, pois o Lost para mim é um grandioso filme (embora não seja para todos, admito). ;)

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    4. Demian: O "Lost in Translation" não me diz nada. Vi, é um bom filme mas não me toca.

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    5. Pois Dora,para mim o Lost in Translation tá lá em cima na categoria dos intocáveis :)
      São gostos,normal.
      Este,talvez por ter visto numa idade ainda mais adulta e/ou em outra fase da minha vida não chegou lá a cima.
      Faltou um danoninho ;)

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    6. Shiver: Voltei a revê-lo há 1 mês atrás e não bateu na mesma. Paciência...

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  5. Foi a minha aposta para o vencedor de Melhor Argumento Original e não me enganei, aliás não havia outra hipótese :) E confesso que foi um dos meus favoritos de todos os nomeados deste ano.

    Amei tudo neste filme: a história, a banda sonora, a fotografia, o guarda-roupa que assenta perfeitamente, a voz da Scarlett que está perfeita em todos os diálogos. Spike pensou em tudo ao pormenor e o resultado não poderia ser melhor. E explora uma temática bastante interessante, a parte final é mesmo surpreendente e dá que pensar, só não comento aqui tudo o que achei sobre como terminou o filme para não fazer spoilers! :P

    No entanto, acho que não é um filme que agrade a todo o público... é bastante calmo e grande parte do grupo que o viu comigo no cinema acabou por o achar enfadonho e lamechas demais.

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    1. Inês S: Quem gosta de cinema mais alternativo, digamos assim, gosta deste filme. É impossível não gostar quando a a fotografia, guarda-roupa (poderia ser melhor na medida em que ele repetiu muita coisa), argumento, flui tudo de uma maneira tão espectacular.

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  6. Este filme ultrapassou largamente as minhas expectativas quando o vi no cinema. As expectativas eram baixas, não por causa dos actores ou realizador, mas porque a temática do filme era à partida de abordagem complicada, ou pelo menos suspeita considerando filmes similares do passado. Mas o filme provou ser mesmo muito bom.
    Só para te chatear, isto é um filme de ficção científica ;-)
    Ainda melhor que o Joaquin Phoenix está a Scarlett Johansson. É interessante ver uma atriz que associamos principalmente aos seus atributos físicos, tenha aqui um dos seus melhores desempenhos apenas pelo uso da voz. Nesse aspecto é quase diametralmente oposto ao papel dela em Under the Skin.

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    1. Ozpinhead: No IMDB diz SCi-Fi mas isto para mim não é SCI-Fi porque não tem naves. lol. You know what I mean...
      Não acho que ela esteja melhor que ele mas está muito bem, sim. E foi bom terem mudado a voz porque a dela tem mais carisma e é bem mais conhecida e isso deu outro impacto ao filme.

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    2. É sci-fi, é sci-fi, é sci-fi, é sci-fi, é sci-fi, é sci-fi :-)

      Aliás, é umas das melhores obras de sci-fi do cinema, porque ao contrário da maioria dos filmes que são reduzidos a veículos de acção, este aborda alguns aspectos possíveis do impacto que uma tecnologia (AI) pode ter sobre a sociedade humana e suas relações. Não tens como negar. É sci-fi.

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    3. Ozpinhead: Tu é que és um expert no Sci - Fi! Eu não considero mas se tu dizes que é, é porque é! :)

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    4. Acaba por ser mais que não seja por usar uma tecnologia que (ainda) não existe.
      Já faltou mais.

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  7. Também gostei muito! (Mas o “Being John Malkovich” será sempre o “Being John Malkovich”).

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    1. Marta Moura: Gosto tanto desse filme :)

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    2. Eu voto no Eternal Sunshine of the Spotless Mind :P

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    3. Shiver: Muito bom mas prefiro este na mesma.

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  8. Eu adorei o filme em tudo, nem sei o que escrever. Muito original, um elenco interessante, imagens que marcam, música que me fez ouvir não sei quantas vezes e no final senti vontade de ter alguém da mesmo forma que ele teve. Um filme cheio de coisas boas.

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  9. Não achei piada nenhuma :(
    Estava com um expectativa tão alta e puffffff dei de cara no chão.
    Nop, não é a minha praia.

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