quinta-feira, maio 29, 2014

“Into the Wild” de Sean Penn (2007)

into_the_wild_xlg tumblr_lko8dqPG1a1qh9nxao1_400

Vi-o no cinema quando saiu e escusado será dizer que saí de lá lavada em lágrimas. Não conheço ninguém que não tem gostado deste filme. Minto, a Purpurina não gosta. Ehehehehe! É uma história verídica que mexe com qualquer pessoa e que é impossível deixar-nos indiferente.

Realizado por Sean Penn, o filme tem paisagens lindíssimas, planos fabulosos e a banda sonora de Eddie Vedder é notável. Emile Hirsch tem o papel da sua carreira até agora. Na minha opinião é um excelente actor mas não sei porquê, raramente tem papéis principais. A sua entrega é espectacular e teve mesmo de perder uns bons 17kgs para interpretar o papel de Christopher McCandless; um jovem de 22 anos, universitário que decide mudar a sua vida. A maior parte das informações sobre o que aconteceu a Chris McCandless foi retirada do seu diário e de testemunhos dos amigos que fazia com naturalidade.

Sean Penn pegou no livro porque achou piada à capa, leio-o todo numa noite e no dia seguinte tentou imediatamente obter os direitos do filme. Esse processo levou 10 anos até conseguir a autorização da família de McCandless. Pediu ao amigo, Eddie Vedder para escrever a banda sonora para este filme e o cantor aceitou o desafio.

Argumento: Em 1990, com 22 anos e recém-licenciado, Christopher McCandless (Emile Hirsch) ao terminar a faculdade, doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, muda de identidade e parte em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Abandona, assim, a próspera casa paterna sem que ninguém saiba e pega a estrada. Deambula por uma boa parte da América (chegando mesmo ao México) à boleia, a pé, ou até de canoa, arranjando empregos temporários sempre que o dinheiro faltasse pois, Chris acaba por abandonar o seu carro e queimar todo o dinheiro que levava consigo para se sentir mais livre, mas nunca se fixando muito tempo no mesmo local. Influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.

Curiosidades: Sean Penn optou por não filmar a cena do bus no verdadeiro por respeito a McCandless. Decidiu construir uma réplica e filmar na floresta. O relógio utilizado por por Emile Hirsch, pertencia ao próprio McCandless. Não foram utilizados quaisquer tipo de duplos. A primeira opção de Sean Penn para o papel foi Leonardo DiCaprio.

tumblr_n62juoLFjC1s4mjfho3_400 tumblr_n655wkPA6B1t6ocs0o3_500

“Happiness is only real when shared." – Alex Supertramp/Christopher McCandless

tumblr_n68j26nphB1t8vkebo1_500

Christopher McCandless

20 comentários:

  1. ja vi este filme e até agora ficou marcado! Muito bom!

    http://fromportugaltonyc.blogspot.com/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Diana Santos: Este filme é espetacular!

      Eliminar
  2. Nunca vi este filme e nem sei muito bem porquê... Está na minha lista e quero vê-lo... Mas nunca calhou.

    ResponderEliminar
  3. Não gostei mesmo. A história em si não me diz muito mas poderia ser contada de uma forma que me tocasse, como acontece com outros filmes que retratam situações com que não me identifico mas que considero muito bons. Achei o filme suficiente. Acho que aquilo poderia ter sido contado de outra forma. Passou-me bem ao lado.

    ResponderEliminar
  4. Se disser que já vi este filme mais de 20x, não estou a exagerar nem a mentir. É, e há-de continuar a ser, o meu filme favorito.

    Por ser baseado em factos verídicos; pela história em si; pela banda sonora; pelas paisagens; por algumas cenas em particular; pelas citações que o 'Alexander Supertramp' vai dizendo ao longo do filme; e acima de tudo por ser sobre algo que todos nós, em algum momento da nossa vida, temos vontade de fazer: pegar na trouxa e mandar tudo para o caraças.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pedro P: Como capricórnio que sou nunca pensei nisso de pegar na trouxa e zarpar mas de resto, concordo com tudo.

      Eliminar
  5. Purpurina: Eu acho sempre muito interessante as diferenças de opinião sobre cinema; especialmente se forem opostas.
    Não comentaste as minhas meatballs :)

    ResponderEliminar
  6. Dora, nem é tarde nem é cedo.
    Marcha hoje!
    Depois volto aqui para dar a minha opinião.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Marta: Ehehehehe! Assim é que é! Vais gostar muito. Tenho a certeza!

      Eliminar
    2. Feito! Vi na sexta feira à noite. O final, foi para mim um choque! Não sabia que tinha morrido...o final é poderoso, de fazer embrulhar o estômago.
      Sim, gostei bastante Dora. Neste, estou em sintonia contigo.

      Eliminar
  7. eu vi um documentário sobre esse gajo faz uns tempos fiquei perplexo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. é da National Geografic ou do discovery sobre sobrevivência extrema.

      Eliminar
    2. Lá está, isso parece-me mais interessante que o filme.

      Eliminar
  8. É um filme bastante bom, mas não extraordinário. Não gosto muito do Hirsch, mas admito que fez um excelente papel, o filme é muito agradável na globalidade, mas do que me recordo não chega para o colocar num patamar entre os melhores de sempre, como acontece no imdb (está no top 250). Talvez precise de o rever para ver se me escapou alguma coisa, mas não creio. 7.5/10. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, é o que penso também. Tirando a parte do agradável, mas isso é pessoal. :)

      Eliminar
  9. Excelente filme e acho que não estou errado quando digo que nele aparece a expressão "a vida só faz sentido quando é partilhada" se não é assim é algo do género. O filme tocou-me, é completo porque mostra o ser humano de uma forma nua.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oceano: leste o post todo?

      Eliminar
    2. Ler li, mas na verdade os meus olhos saltaram "Happiness is only real when shared." – Alex Supertramp/Christopher McCandless. Fiquei com essa frase na cabeça e pelos vistos fiz umas pequenas alterações. E sabes o que me deve ter feito saltar essa frase? Saber que o Leonardo DiCaprio.poderia ter feito o filme, e nesse caso possivelmente não teria gostado tanto do filme :-p

      Eliminar