terça-feira, junho 17, 2014

"L'Auberge Espagnole" (2002); "Les Poupées Russes" (2005); “Casse-tête Chinois” (2013) de Cédric Klapisch

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Quando se diz que não há amor como o primeiro, raramente existem excepções e este caso é a prova viva. Os três filmes de Cédric Klapisch são divertidíssimos e nenhum deles é mau. Mas o primeiro é muito superior ao segundo e ao terceiro.

Talvez tivesse sido a novidade das personagens e a frescura deste tipo de filmes que deu tanto sucesso a “L’Auberge Espagnole”. Vi-o várias vezes e diverti-me sempre. Com o segundo, “Les Poupées Russes” isso não aconteceu. Embora tenho comprado o dvd, não o vi mais que duas vezes.  “Casse-tête Chinois”, o terceiro, não é mau mas confesso que esperava mais. Mas isso acaba por ser o mal das trilogias: esperamos sempre um desfecho em grande em vez de um desfecho simples.

Pessoalmente não acho piada a Romain Duris e personagem de Audrey Tautou irrita-me. Gosto sim da Cécile de France e principalmente da Kelly Reilly (que no primeiro filme, a sua personagem é sem dúvida, a melhor).

Argumento: “L’Auberge Espagnole”, conta a história de Xavier (Romain Duris), um jovem estudante francês que resolve fazer o último ano do curso no estrangeiro, no âmbito do programa Erasmus. Xavier vai morar para um apartamento na baixa de Barcelona, que partilha com mais sete estudantes, oriundos de vários países europeus. As saudades apertam e os jovens alternam entre os estados de alegria e excitação e o sentimento de desenraizamento.

Em “Les Poupées Russes”, cinco anos depois das suas aventuras em Barcelona, Xavier vive agora em Paris e tenta a realizar o seu sonho de infância: ser escritor. No entanto, sente-se um pouco perdido, pois ganhar a vida como escritor não é assim tão fácil como ele poderia supor. Para além disso, a sua busca pela mulher perfeita fá-lo saltar de namorada em namorada, numa série de relações inconsequentes. Vai mantendo pequenos trabalhos para conseguir sobreviver, de jornalista a argumentista de televisão e a "babysitter" do filho da ex-namorada. Com tanta coisa junta, Xavier tem dificuldade em concentrar-se. Mas uma viagem a Londres e a São Petersburgo vai permitir-lhe reconciliar o trabalho, a escrita e o amor.

Em “Casse-tête Chinois”, Xavier tem agora 40 anos e é pai. Quando Wendy, a mãe dos seus filhos, decide ir viver para Nova Iorque, ele não considera a hipótese de viver longe deles. Portanto, Xavier parte para a NY, onde irá viver um verdadeiro quebra-cabeças como ter que se casar com uma sino-americana para conseguir obter cidadania americana.

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17 comentários:

  1. Só vi os 2 primeiros mas, de facto, não há amor como o primeiro.
    Tão booommm! :)

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    1. Marta Moura: Se viste os dois, tens de ver o 3º porque vais gostar.

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  2. Não vi nenhum deles mas já estão a caminho :)

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  3. Falta-me o 3º.
    Vou tratar disso :)

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    1. Shiver: Depois comenta.

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    2. Urban Cat: Se não viste os 3, basta veres o primeiro.

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  4. :-) Uma boa trilogia sem efeitos especiais.

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    1. E isso diz quase tudo. Claro que tinha muito mais para escrever, mas este espaço é muito pequeno para isso :-p

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  5. Abençoado o que tem o privilégio de ver um filme na tua companhia.... (sorry, não resisti)

    Paulo R

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  6. Vi os três filmes, mais ou menos com a mesma idade que o personagem principal e confesso que nunca os achei geniais, mas o “Casse-tête Chinois” surpreendeu-me muito pela positiva. Acaba por ser o meu preferido. Vi-o só naquela de acabar a triologia mas acabei por me divertir muito a vê-lo. PS: Também sempre achei a personagem da Audrey Tautou extremamente irritante.

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    1. Purpurina: O meu preferido é mesmo o primeiro.

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  7. Epá não conheço nenhum... O nome do último diz-me qualquer coisa, devo ter visto um poster ou assim mas nunca tinha ouvido falar neles.

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  8. Vi o L’Auberge Espagnole, precisamente numa aula de Espanhol. Lembro-me de uma mãe inglesa ligar para a casa, e dizerem-lhe que o filho estava na "fac.", que a senhora confundiu com "fuck". Um dos momentos mais hilariantes do filme!

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