domingo, junho 15, 2014

“Funny Games U.S.” de Michael Haneke (2007)

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Hoje apeteceu-me rever um filme que na altura em que saiu gostei bastante. Trata-se de um remake do original Austríaco, de 1997, (também vi mas ainda em VHS) do mesmo realizador e com o mesmo título. Michael Haneke também nos trouxe “A Pianista” e “Amour”, dois filmes extremamente intensos, cada um à sua maneira.

Este “Funny Games” é perturbador e muito violento mas é um filme parado. É como uma tortura que vai acontecendo devagarinho, durante 111 minutos.

Tim Roth e Naomi Watts estão muito bem, mas o papel mais conseguido, é sem dúvida, o de Michael Pitt, que faz um rapaz desequilibrado e psicótico.

O filme tem dois pormenores muito interessantes dos quais não estamos à espera: a parte onde Michael Pitt fala com a câmara e pergunta a opinião ao telespectador. A outra é quando a imagem começa em reverse e a acção anda para trás. Não contamos com estas duas acções porque o filme sendo tão parado, parece que decorre sempre ao mesmo ritmo.

Toda a sua estrutura é “teatral”, na medida em que Haneke, opta por filmar de um único ângulo, sem obter um único corte. Isto faz com que as cenas sejam bastante longas.

Argumento: Dois jovens rapazes, Michael Pitt e Brady Corbet , decidem torturar, por puro prazer, um grupo de famílias que passam férias nas suas afastadas casas junto a um belo lago. Longe da cidade e sem fuga possível.

Curiosidades: Tim Roth confessou que este filme o traumatizou. Fê-lo e afirmou que nunca mais o iria ver porque a criança do filme era muito parecido com o seu. Tudo neste filme é igual ao original. A equipa utilizou as plantas contendo as divisões da casa para que fossem iguais.

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“The rules are simple. Pick a family and make them play.”

15 comentários:

  1. Só conheço a versão com a Naomi Watts e é daqueles filmes perturbadores, muito intenso. Convém dizer, é uma viagem apenas para quem tem estômago para ela. Gostei muito do filme, mesmo sendo macabro, mas há mais, mas este é muito subtil na forma de contar a perversidade que o ser humano consegue ter dentro de si.

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    1. Oceano: Eu como já vi o original há mais tempo, há muita coisa que não me lembro, mas penso que é um pouco mais violento do que este.

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  2. Olha, olha! Este eu não vi! E parece-me ser muito o meu género :)
    Já para não dizer que adoro o Tim Roth. Vou ter de ver, vou pois!

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    1. Marta: Vê que vais gostar.

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    2. Dora,
      Vi este filme nas minhas férias e...nem sei o que te diga. É bom e concordo contigo em relação ao dois pormenores que mencionaste. Achei super violento. Fiquei uns quantos dias a pensar no filme. Fonix...só de imaginar que há tipos assim por ai, até as unhas dos pés encaracolam :) ai caramba.

      Mais uma vez, tinhas razão. Gostei!

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  3. tenho isto para ver há anos na prateleira.

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    1. Ozpinhead: Não acredito! Estava à espera do teu comentário...

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  4. Tenho os dois na minha lista para ver há algum tempo. Mas se calhar apressava isto e via-os o quanto antes, é isso? :P

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  5. Na primeira vez que o vi não gostei... teve alguma coisa que me perturbou bastante e lembro-me que parei o filme e fui ver uma comédia levezinha. Depois fui vendo e gostando de outros trabalhos do Haneke e passado uns anos voltei a pegar neste. Devia estar com um estado de espírito diferente porque acabei por gostar bastante do filme. Mas é muito intenso, gostei mas não é filme que volte a ver.

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    1. Inês S: às vezes depende muito o estado de espírito em que estamos, gostarmos de um filme ou não.

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  6. Sinceramente nunca vi nem quero ver, sao aquele tipo de filmes que a mim infelizmente nao me dizem nada. Nao gosto de todo... Sao por demais perturbadores.

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    1. Anna Marian: Quanto mais perturbadores forem, mais gosto. :)

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    2. JA tinha reparado que e' bem o teu genero :) infelizmente eu nao gosto. Mas claro respeito gostos :)

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