segunda-feira, novembro 23, 2015

“Beasts of no Nation” de Cary Fukunaga (2015)

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Depois de ter ficado super fã do Fukunaga após ter realizado a Season 1 do “True Detective” e de andar a seguir atentamente o percurso do Idris Elba (fala-se que seja o próximo James Bond), tinha altas expectativas para este filme. É o primeiro da Netflix e espera-se que venham muitos mais.

Este filme escrito e realizado pelo Fukunaga, é extremamente violento pois retrata uma realidade que infelizmente continua muito atual que são as crianças que são utilizadas como guerreiras. Para além da violência explicita, com muito sangue, temos muita violência psicológica de todos os tipos…

Agu (Abraham Arrah) faz um papel muito emotivo mas na minha opinião é o Commadant (Idris Elba) o “rei” desta história, no sentido que interpreta um líder muito “sui generis” e que comanda dezenas de meninos que lutam uma guerra por si e que acaba por ter o seu próprio interesse nelas.

Gostei da história embora o ache extremamente longo, pois vai quase às 2.30h de filme. Para além de nos sentirmos revoltados com a história por sabermos que estas guerras são reais, existe outra revolta no expectador que incide no poder que o Commadant tem sobre as crianças, utilizando todos os meios possíveis para os manipular.

Argumento: Numa cidade africana, Agu (Abraham Attah) é uma criança, que atingida pela guerra, é transformada num soldado. Após a morte de seu pai por militantes,  é obrigado a abandonar a sua família para lutar na guerra civil da África do Sul, instruído por um grande comandante (Idris Elba) que o ensinará os caminhos de um conflito.

Curiosidades: Cary Fukunaga contratou verdadeiras crinças guerreiras da Serra Leoa para serem figurantes no filme. Durante as filmagens, vários extras tiveram de ser substituidos porque alguns eram presos , pois pensavam que os mesmos eram mercenários na vida real.

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6 comentários:

  1. Uma colega de trabalho está cheia de vontade para ver. Eu nem por isso, o tempo mais parece que está num saco cheio de buracos, ele escapa por tudo o que é furinho.

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    1. No Limite do Oceado: Ela que se prepare porque é violento.

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  2. Isto parece absurdo mas o facto de ser distribuído pela Netflix parece funcionar contra a acessibilidade de quem não têm esse serviço ou não pratica pirataria. Ainda estou para ver o Orange is the New Black, Daredevil e o Jessica Jones deve seguir o mesmo caminho.
    É uma pena pois o Fukunaga merece ser visto pelo máximo de pessoas possível. Irreprensível até ao momento.

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    1. Ozpinhead: Eu penso que foi mais do que distribuido. Penso que o Netfliz é que produziu, não?
      Sim, concordo com a visibilidade do Fukunaga, o gajo é grande e está para ficar.
      Eu ainda não preciso do Netflix para nada.

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    2. Acho que o filme não vai ter distribuição comercial nos cinemas. Em dvd a ver vamos.

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    3. Ozpinhead: Cá não acredito mas nos States esteve nalgumas salas.

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