sexta-feira, janeiro 29, 2016

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Provas de que as Campanhas Publicitárias abusam do Sexismo e Objectificação das Mulheres





"The Revenant" de Alejandro González Iñárritu (2015)


Saí da sala de cinema, literalmente, sem ar e sem conseguir articular uma frase decente. Tive que me dar uns minutos, acalmar-me e digerir o que tinha visto. É raro acontecer-me, talvez uma vez por ano mas é o efeito que um filme perfeito tem em mim.

Não há um filme do Iñarritu de que eu não goste: comecei pelo "Amores Perros" há muitos anos, depois o "Babel", o "21 Grams", o "Biutiful", o "Birdman" e agora, o "The Revenant". A par do Pedro Almodovar e do Martin Scorcese, já um dos meus realizadores preferidos.

Este filme é perfeito: a fotografia, a história, as paisagens, as interpretações do Leo DiCaprio e do Tom Hardy. O Hardy este ano perde a estatueta para o Stallone, mas não tenho dúvidas que ainda será nomeado para Melhor Actor nos próximos anos porque é dos actores mais brilhantes da actualidade.

Conheço várias pessoas que não gostaram do filme. Alguns factores na minha opinião são: isto não é um filme para ir ao cinema em grupo. É um filme introspectivo, é uma experiência solitária a que temos de nos entregar, deixar-nos ir...pelo menos é/foi assim comigo. É um filme para ver no cinema e não em casa, sacado e com pouca qualidade. Este filme ainda não está disponível em HD para sacar mas as pessoas com a mania da pressa, vêem-no mesmo assim, sem qualidade em écrans grandes ou no pc. Resultado: acham o filme uma seca e não gostam muito. As pessoas que conheço que o viram fora do cinema, todas tiveram esta opinião.

É-me difícil falar sobre a interpretação do Leo DiCaprio porque é o meu actor preferido há muitos anos e posso parecer tendenciosa. Por isso peço-vos, que a vejam com os vossos olhos e comprovem que este ano, sem dúvida, o Oscar vai ser dele.

Tinha lido anteriormente e também ouvi no discurso se aceitação do Leo nos Globos, que este filme, foi sem dúvida, o mais difícil, o mais duro de fazer, da sua carreira. Em todo o filme isso não me saiu da cabeça: há tanta neve, tanto frio...e como Iñarritu só quis luz natural neste filme (confesso que quando começou, tive uma ligeira dor de cabeça até me habituar à pouca luz do filme), tudo o que vemos não são efeitos: é mesmo muito frio, vento e tempestades de neve.

Foi sem dúvida, dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, senão o melhor. Emocionei-me umas 3 vezes e não foi pela história, foi pela magnífica obra de arte que é este filme. Andava à espera dele há 1 ano e meio e não me defraudou em nada.

Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro a caçar. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Curiosidades: DiCaprio teve de comer bisonte de fígado crú (mesmo sendo vegetariano), teve de aprender a disparar uma espingarda, a saber fazer fogo, aprender a falar duas línguas nativas (Pawnee, Arikara) e estudar técnicas antigas de cura, com um médico especialista. Foi DiCaprio que convenceu Tom Hardy a entrar neste projecto. DiCaprio era para entrar em "Steve Jobs" e desistiu por causa deste filme. A primeira opção para Fitzgerald foi Sean Penn mas que acabou por desistir por conflitos de compromissos. A caracterização das feridas de DiCaprio demoravam 5h diárias.





terça-feira, janeiro 26, 2016

Musculando...


Há uma semana e picos que dei uma "mudada" nos meus exercícios físicos. O ano passado, em Janeiro, comecei a correr. Este ano continuei a fazer o Cycling e o TRX mas juntei a musculação.

Há quem defenda que quem é gordo ou tenha peso a mais, não deve fazer muita musculação ou se o faz terá de ser com pouca carga e muitas repetições. Quem me subscreveu o treino diz que isto é mais um daqueles mitos parvos, tal como dizerem que quem é gordo, tem de ter cuidado com a musculação senão alarga.

Parece que aumentando a carga, faz na mesma perder peso e ganhar massa muscular e que o resto são tretas.

Eu tenho feito ambos os planos (membros superiores e inferiores) e tenho gostado. É bom fazer algumas mudanças e neste caso, como também não estou a ir para jovem, é uma coisa que convém fazer.


Alguém quer opinar?

Movie Kits





Questões Profundas...


segunda-feira, janeiro 25, 2016

Venham mais dias como este...!


Hoje está mesmo um dia daqueles que eu adoro...gosto tanto de chuva, chuva, chuva. Seja para ficar em casa, trabalhar, o que seja, desde que chova.


Dizem que normalmente gostamos mais da estação do nosso aniversário e no meu caso é mesmo isso: faço anos em Janeiro e adoro o Inverno!

sábado, janeiro 23, 2016

"Warrior" de Gavin O'Connor (2011)


Outro exemplo de um filme que eu tinha a certeza de que não ia gostar e que me enganei redondamente. Já vi este filme 3 vezes, tenho pena de ainda não ter apanhado o DVD porque quero tê-lo. Decidi vê-lo pelo Nick Nolte e não pelo Tom Hardy porque nesta altura ainda conheci pouco dele.

Tanto o Nick Nolte, como o Tom Hardy e o Joel Edgerton têm performances incríveis. Nolte, como um alcoólico, faz, na minha opinoão, dos melhores papéis dele. Hardy está monstruoso, uma personagem muito crua e Edgerton surpreendeu-me neste papel.

O filme gira em torno de uma família, dos problemas financeiros e do MMA (Mixed Martial Arts). Não pensem que o filme é só luta, nada disso. O filme é muito mais do que isso. Pena que não seja muito conhecido porque deveria de ser. Foi sem dúvida, dos melhores filmes do ano de 2011.

Sinopse: Tommy Conlon (Tom Hardy) é o filho mais novo de Paddy (Nick Nolte) e voltou há pouco tempo para casa. Tommy supera os problemas do pai com bebida e passa a treinar com ele para poder participar em campeonatos de MMA (Mixed Martial Arts). Só que sua trajectória faz com que tenha que enfrentar no ringue Brendan Conlon (Joel Edgerton), o seu próprio irmão.

Curiosidades: Durante as filmagens, Tom Hardy partiu um dedo do pé, costelas e um dedo da mão. O papel de Nick Nolte foi mesmo escrito para ele. 



"No Escape" de John Erick Dowdle (2015)


O que me puxou a ver este filme, foi que, aparentemente, nem o Owen Wilson, nem a Lake Bell ia fazer os seus papéis patéticos de sempre, pois normalmente têm sempre o mesmo tipo de personagem. Já me tinham aconselhado este filme e tinham-me dito maravilhas.

É um filme muito fixe. Prende-nos do início ao fim e existem partes em que ficamos com o coração aos pulos...nomeadamente numa altura em que os 4 membros da família têm de saltar de um prédio para o outro. 

Tem muita acção e até gostei do Pierce Brosnan, que é um actor de que nunca fui fã. Nesta história até pensei que saberia o rumo da sua personagem assim que ele apareceu, mas enganei-me redondamente. 

Vale a pena, mesmo para quem não gosta particularmente de filmes de acção, que é o meu caso.

Sinopse: Chefiada por Jack Dwyer (Owen Wilson), uma família americana muda-se para o exterior a meio de um golpe de Estado. Eles procuram desesperadamente uma fuga, já que todos os estrangeiros estão a ser executados de imediato.

Curiosidades: Michelle Monaghan foi a primeira opção mas teve de adiar devido à sua gravidez. É o primeiro drama de Owel Wilson desde 2001.


quinta-feira, janeiro 21, 2016

"Verão Quente" de Domingos Amaral


Gostei da história e é notório que o escritor tem um vasto conhecimento do Estado Novo mas detestei as personagens e principalmente, a maneira como foram retratadas as duas personagens femininas. Presumo que o intuito tivesse sido o humor mas achei super brejeiro e vulgar a maneira como a personagem principal se refere a elas...um exagero.

Embora tenha lindo estas 300 páginas consideravelmente rápido, não foi uma história que me tivesse prendido. Acho que a história se enrolou um pouco, o que me ficou ficar um pouco saturada.

Sinopse: Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena. Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio. Vinte e oito anos depois, em 2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida, que destrui aquela família para sempre. 

Classificação: 2/5