domingo, fevereiro 14, 2016

"Spotlight" de Tom McCarthy (2015), "Deliver us from Evil" (2006) e "Mea Maxima Culpa" (2012)

Numa semana vi 3 filmes relacionados com a pedofilia na igreja. Foi duro mas sendo uma realidade, são filmes que deviamos de ser obrigados a ver e o mais curiosio é que sendo um, um filme e os outros dois, documentários, algumas personagens repetem-se porque todas são os reais. 

Muitos dos padres são os mesmos, mas no caso dos cardeais e dos papas, esses estão presentes nos 3 filmes.

O "Spotlight" não tem o intuito de chocar mas sim, de demonstrar o excelente trabalho jornalístico feito por aquela equipa do "Boston Globe". Sinceramente acho um exagero a nomeação do Mark Ruffalo para Melhor Actor Secundário. Este não é um filme de actores, é sim, um filme que vale pela sua história.

Sinopse: Baseado numa história real, o drama mostra um grupo de jornalistas de Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.

Curiosidades: Richard Jenkins faz a voz do ex-padre e psícologo, Richardo Sipe, mas nunca aparece.
Sinopse: Movendo-se de uma paróquia ao outro em Califórnia do Norte durante os anos 1970, o Padre Oliver O’Grady rapidamente ganha a confiança e o respeito de cada congregação. Sem conhecimento deles, O’Grady foi um pedófilo perigosamente ativo que a hierarquia de Igreja, consciente da sua predileção, tinha abrigado durante mais de 30 anos, permitindo-o abusar de várias crianças. Justapondo uma entrevista extensa, profundamente inquietante com próprio O’Grady com as histórias trágicas das suas vítimas, a realizadora Amy Berg corajosamente expõe a corrupção profunda da Igreja Católica e a mente incomodada do homem que eles protegeram.
Sinopse: Alex Gibney examina os crimes do Padre Murphy, que abusou de mais de 200 meninos surdos numa escola, dando origem a um grave caso de pedofilia nos Estados Unidos e desencadeando uma série de escândalos de abuso sexual na Igreja Católica.

13 comentários:

  1. Um tema bastante interessante, apesar de triste.

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  2. É uma realidade terrível e chego a sentir-me mal por achar os filmes com esta temática interessantes. Dos três só vi "Spotlight" e concordo completamente contigo, a nomeação do Ruffalo é desnecessária, assim como a da Rachel McAdams, especialmente se pensarmos que a Helen Mirren ficou de fora com "Trumbo".

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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    1. Ricardo Francisco: Nem me lembrava da Rachel...é desnecessária, sim. Devias de ver os documentários...

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  3. Penso que nomeações de actores foi para premiar o excelente trabalho de todos eles no conjunto. É para mim o filme mais equilibrado de todos os nomeados este ano.

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    1. Ozpinhead: Equilibrado? Eu estou ofuscada pelo The Revenant.

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  4. Uma curiosidade extra sobre o Spotlight. O Liev Schreiber é o protagonista de uma série de tv - Ray Donovan - que aborda muito esta mesma temática. Se não a conheces experimenta.

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    1. Ozpinhead: No meu grupo de cinema falei exactamente nisso. Papo tudo do "Ray Donovan" :)

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  5. Quero muito ver o Spotlight! Os outros não conhecia, tenho que apontar aqui para ver. ;)

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  6. Não achei grande piada ao "Spotlight" mas não deixa de ser um bom filme.

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  7. Dos três filmes apenas vi o "Spotlight" e achei bastante interessante, apesar de ser um tema terrível :|

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  8. Tenho o Spotlight em lista de espera mas por acaso nao conhecia os outros *

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  9. Em 1995, o filme Pulp fiction concorria aos Oscar'es' contra o Forrest Gump. Eu acreditava que podia ganhar, até que um amigo me alertou com o seguinte. - Achas possível que um filme que tem um gajo branco a enra...(sodomizar) um preto atado a um cavalete com uma bola vermelha na boca para não gritar, pode ganhar o oscar de melhor filme?
    - O argumento tão foi evidente, que além de não discutir mais, logo fiquei convencido que não poderia ganhar.

    Este ano, para minha surpresa, ganhou o óscar, o filme que aborda a temática dos padres que abusam de rapazolas e não só, fenómeno nunca reconhecido pela igreja, porque simplesmente 'não acontece", e torna-se basicamente impossível julgar o que não acontece.

    Não há duvida que ainda assim, e mesmo que apenas um pouco de cada vez, lá se vai evoluindo de vez em quando.

    escatotabiribo@gmail.com

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