sábado, maio 21, 2016

"Zoolander 2" de Ben Stiller


À semelhança do filme anterior, este é divertido, bem disposto mas achei-o um pouquinho inferior. As sequelas têm sempre este ponto porque como já não são novidades, é raro serem melhores que o primeiro. 
A primeira sequência do filme é giríssima porque tem o Justin Bieber a gozar com ele próprio. Durante a história é incrível a quantidade de actores convidados e de cameos. Alguns exemplos são: Biily Zane, Kiefer Sutherland, Susan Boyle, Kristin Wig, Naomi Campbell, Mika, Susan Sarandon, Katie Perry, Sting, John Malkovich, Tommy Hillfiger, Kate Moss, Marc Jacobs, Valentino, Anna Wintour e Vera Wang. A esposa e o pai do Ben Stiller também fazem uns papéis pequeninos...

Ri-me nalgumas partes e o papel de que mais gostei foi mesmo o do Ben Stiller e do Will Ferrell mas há que falar na Kristin Wiig que está irreconhecível!

Sinopse: Na sequência de "Zoolander" (2001), os ex-modelos mais famosos do mundo, Derek Zoolander e Hansel foram humilhados num desfile e foram afastados dos holofotes. Mas quando as personalidades mais bonitas do mundo começam a ser assassinadas, uma top model especializada em fotos de bíquini pede a ajuda da dupla para investigar o caso. Logo, Zoolander e Hansel infiltram-se nos bastidores da alta costura para combater os ataques de Mugatu.

Curiosidades: O filme foi anunciado num desfile verdadeiro onde o Ben Stiller e o Owen Wilson apareceram de Zoolander e Hans. Justin Theroux escreveu o guião com o Ben Stiller, tal como no "Tropic Thunder".




6/10

domingo, maio 15, 2016

"Room" de Emma Donoghue (livro)/Lenny Abrahamson (filme) 2015


Foi das adaptações mais fiéis que li. Tirando o final que não é igual (mas que acaba por não ser relevante), tudo é muito fiel.
A autora soube fenomenalmente entrar na mente de uma criança de 5 anos, levar tudo à letra...o amor entre mãe e filho, neste filme, é exacerbador e prova que vence tudo.
O livro lê-se muito bem e neste caso, acho fundamental o visionamento do filme imediatamente porque existem imagens que são precisas serem vistas, ao invés de serem imaginadas ...exemplo disso é a dimensão do "Room" e a primeira reacção de Jack com a sua nova vida.
Recomendo vivamente.


Sinopse: Joy (Brie Larson) e o seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados num quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

Curiosidades: A Brie Larson isolou-se em casa, durante 1 mês, sem telefone, internet e com uma dieta restrita. A história não é baseada em ninguém em específico. Shailene Woodley também foi pensada para este papel.





sábado, maio 14, 2016

"Vinyl" - Season One


Para quem, como eu, nasceu no final dos anos 70 e cresceu nos anos 80, esta série é uma pérola! Todo o amabiente está envolvido em duas coisas: música e cocaína. A frase do "Sex, Drugs & Rock n Roll" aqui faz todo o sentido.

Desde os anos 90 que esta idéia estava na gaveta. Foi Mick Jagger que propôs a Martin Scorcese. Foi o próprio Scorcese que realizou o primeiro episódio. A idéia inicial até era um filme e não uma série. Eu adorei tudo, achei uma lufada de ar fresco e fico a aguardar ansiosamente pela segunda temporada!

O ritmo da série é o ritmo da cocaína, sempre a mil, sempre tudo à acontecer...é alucinante. É uma série para ouvir bem alto!

Vai mostrando ao longo dos episódios, trechos de músicas e ou cantores que foram sendo conhecido a partir dos anos 70: Bob Marley, David Bowie, Jim Morrison, Janis Joplin, Jerry Lee Lewis, Elvis, Ottis Redding, etc...

Nos últimos episódios já começamos a ver o "disco sound" a aparecer, pois começou pelo rock/punk rock e depois termina com o aparecimento deste tipo de música tão simpático.

A banda sonora é algo de fantástico...tudo o que possamos pensar, está lá...é impossível nomear!

Gostei bastante de ver o Ray Romano, que faz sempre papéis de xoninhas, neste registo. Um judeu paranóico, com uma quedazita para a "cocaína recreacional" que é sócio maioritario da personagem principal, o brilhante Bobby Cannavale.

Quando penso nesta série, não consigo pensar em alguém mais perfeito que Bobby Cannavale. Finalmente foi-lhe dada a oportunidade que já merecia. Tendo feito sempre papéis secundários e normalmente, personagens com um grande teor de "palhaçada", aqui brilha. Ele próprio é a série e tem uma performance magistral!

O vocalista da banda principal, "Nasty Bits" é o próprio filho do Mick Jagger e da Jerry Hall, James Jagger.

A Olivia Wilde que faz de esposa de Bobby Cannavale também tem uma prestação simpática mas por acaso confesso que esperava mais. Até pensei que a personagem teria mais relevância do que realmente teve...

Sinopse: Passada durante a revolução da indústria musical americana da década de 1970, conta a história de Richie Finestra (Bobby Cannavale), um empresário que tem que lutar para salvar sua empresa discográfica, a "American Century Records", sem destruir ninguém pelo caminho. A empresa está em maus lençóis, mas um acontecimento restaura o seu amor pela música, ao mesmo tempo que prejudica a sua vida pessoal.
A esposa de Finestra, Devon (Olivia Wilde), já viveu uma vida glamourosa como atriz e modelo, mas agora vive com as crianças na casa da familia nos subúrbios. As turbulências na vida do marido levarão que volte às suas raízes boémias. 
Zak Yankovich (Ray Romano) é o braço direito de Finestra na "American Century", e as suas relações profissionais foram responsáveis por grande parte do sucesso da empresa, mas os dois homens parecem discordar fundamentalmente na forma de gerir a empresa, o que leva a conflitos frequentes.



"Palo Alto" de Gia Copolla (2013)


É realizado pela Gia Copolla, neta do Francis Ford Copolla e baseado no livro com o mesmo nome do próprio James Franco.

Não gostei muito deste filme. Achei mais um YA (Young Adult) Movie. Confesso que para o fim já estava um pouco farta...

O James Franco, como sempre, parece que está sempre com aqueles olhos de moca, a Emma Roberts, não a achei adpatável a este papel porque acho-a mais madura e sem a inocência que requeria à personagem. Quem achei que fez um papel muito porreiro foi o Natt Wolf. De resto...

Sinopse: April (Emma Roberts) é uma adolescente timida, que se vê dividida entre uma paixão mal resolvida com Teddy (Jack Kilmer) e um flirt com o seu treinador de futebol Mr. B (James Franco). Fred (Nat Wolff) é um adolescente sem limites e sem filtros que arrasta Teddy para suas aventuras destrutivas. O filme mostra a vida, muitas vezes tediosa e autodestrutiva, dos jovens que tentam encontrar-se de alguma forma nalgum lugar.

Curiosidades: No quarto da April existe um poster do "Virgin Suicides", realizado pela tia de Gia, Sofia Copolla. A mãe de April é na realidade, a mãe de Gia.



"Mustang" de Deniz Gamze Ergüven (2015)


O que eu adorei este filme, que lufada de ar fresco!
Se gostaram do "Virgin Suicides", vão gostar muito deste. E não sei se não gostei mais deste...

O filme foi nomeado para Melhor Filme Estrangeiro deste ano mas acabou por perder para o "Son of Saul".

Sinopse: Centrada na Túrquia, numa cultura completamente machista, estas 5 irmãs um dia depois das aulas, decidem ir brincar no rio com alguns rapazes. A família soube e a partir desse momento, são tiradas da escola e fechadas em casa por terem "envergonhado" a família.

Após essa brincadeira com os rapazes, levam pancada da avó e uma delas até é levada ao médico para ser submetida a um exame de virgindade para confirmarem que não se tinha passado nada. 

Em casa é lhes tirado tudo o que possa lembrar uma "vida moderna", ou seja, computadores, roupas femininas, acessórios, tudo...e são fechadas à chave.

O dia a dia das irmãs fechadas em casa é fenomenal. A alegria dela quando fogem para irem ver um jogo de futebol, é contagiante. À medida que os dias vão passando, a casa vai tornando-se uma "prisão" pois as medidas de segurança vão apertando, chegando mesmo a colocarem grandes nas janelas.

Com o tempo, aquela casa tornou-se uma "fábrica de esposas", como elas numa parte do filme, dizem. Todas são treinadas a saber estar, a serem esposas ideias e à excepção da mais nova, todas vão conhecendo os seus maridos e são forçadas a casar. Inclusivamente era mostrado o lençol no dia seguinte para comprovar que a mulher tinha casado virgem. (Isto era ainda feito cá há 40 anos atrás, acreditem...e na cultura cigana, ainda é). 

A irmã mais nova revolta-se contra todo este sistema e o resto não se pode contar...

Este filme foi uma lufada de ar fresco e vale mesmo a pena!

Curiosidades: É o filme favorito de 2015 do James Franco.





domingo, maio 08, 2016

"La Isla Minima - Pecados Antigos" de Alberto Rodriguez


Vi este filme há 2 dias e fiquei a bater mal! Que coisa tão, tão boa. Dos melhores filmes Espanhóis que já vi! Passados 5 minutos, tive de parar o filme para ir investigar se era mesmo Espanhol ou de algum país da América Latina, com melhores "ferramentas" cinematográficas.
Este filme ganhou imensos prémios devido à excelente qualidade que apresenta.

A fotografia é poderosa, a banda sonora muito boa, a performance de ambos os protagonistas é de uma entrega brutal...
As duas personagens principais, os actores, Raúl Arévalo e Javier Gutiérrez  têm um olhar tão profundo, tão "vivido", o que lhes dá uma profundidade imensa e que vai realçar mais a complexidade da história.

À medida que ia vendo o filme, fui-me apercebendo que me estava a fazer lembrar a série, "True Detective". Depois informei-me e parece que o realizador, Alberto Rodriguez foi acusado de praticamente plagiar a série de Cary Fukunaga. O realizador disse que não concordava e que o seu produto era totalmente original.

Sinopse: Conta a história da investigação do desaparecimento de duas irmãs durante uma festa numa vila de Espanha nos anos 1980. 



"O Discípulo" de Hans Rosenfeldt e Michael Hjorth


A-DO-REI este livro!
Tinha lido o "Segredos Obscuros" há 2 semanas e fiquei vicíadissima nesta trilogia. 
Embora ainda não tenho saído o 3º, decidi logo comprar o este. Li-o também em 6 dias, tal como o primeiro e este tem quase 700 páginas. É impossível abrandar a leitura...

A personagem principal da trilogia é Sebastain Bergman, um psicólogo com um temperamento mutio díficil e muito conflituoso. Perdeu a esposa e a filha no tsunami e desde aí a sua vida tem vida a decair. Anteriormente trabalhava com a polícia de Estocolmo a ajudar a prender serial killers.

Este livro é independete do primeiro. Pode ler-se este sem ter lido o primeiro porque existe apenas uma pequena narrativa que passa de um livro para  outro, mas que aqui neste, é explicada novamente.

Atenção: não ler a lombada do 2º livro que tem um grande spoiler para quem está ainda a ler o primeiro. (Foi o que me aconteceu e fiquei lixada!)

Sinopse: Numa Estocolmo em chamas, assolada por uma onda de calor, várias mulheres são encontradas brutalmente assassinadas. Os assassinatos têm a marca de Edward Hinde, o assassino em série preso por Bergman há quinze anos, e que continua detido. Sendo um incontestável profiler e perito em Hinde, Sebastian é reintegrado na equipa, e não demora muito a perceber que tem mais ligações com o caso do que pensava. Todas as vítimas estão diretamente ligadas a eles. E a sua filha pode estar em perigo.

"Joy" de David O. Russell (2015)


E não sou fan da trupe: David O. Russell, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Das 4 parcerias que tiveram, "Silver Linings Playbook", "American Hustle", "Serena" e este, nenhum me marcou ou me deixou saudades, mas como em equipa vencedora não se mexe, o gajo continua a apostar nisto. Ou seja, faz um filme deste e é automaticamente nomeado para não sei quantos Oscars e eu não entendo porquê, principalmente nas categorias de Melhores Actores...

Este "Joy" não é um mau filme pois mostra o poder que esta mulher teve, a sua garra, a vontade de nunca desistir, isso é excepcional. O resto, é mais um filme que se vê...

Sinopse: Conta a história de Joy, mãe solteira de 3 filhos, responsável pelo utensílio doméstico, conhecido como "Magic Mop", em 1990. Com o "boom" das vendas, Joy começou a trabalhar no ramo comercial, registando mais de 100 patentes, até se tornar apresentadora de uma canal de compras e depois vender a sua marca por um contrato milionário.

Curiosidades: Foi o primeiro filme dos 4 feitos pela trupe, em que a Jennifer Lawrence ganhou mais que o Bradley Cooper.


sábado, maio 07, 2016

"Shades of Blue" & "Billions"

No mês de Abril terminei estas duas séries de que gostei mesmo muito. Às vezes custa-me que apenas grandes séries tenham notriedade e outras com igual qualidade, mas com apenas menos budget, fiquem para trás, que é o caso destas duas.
O elenco é de luxo em ambas e os argumentos muito bem feitos...foram surpresas muito boas.




Esta série foi devorada em 4 dias e fui gostando cada vez mais à medida que a história se ia desenrolando. Inicialmente torci o nariz por ser com a Jennifer Lopez mas como tinha o Ray Liotta resolvi arriscar. Valeu mesmo a pena!

Sinopse:  É focada em Harlee Santos (Lopez), uma detetive do Brooklyn e mãe solteira, que precisa trabalhar disfarçada como uma informante do FBI para manter sua filha a salvo. Com isso, ela vai precisar balancear os dois lados de sua vida: O instinto de proteção familiar e seu trabalho a serviço da justiça. Ao lado de Lopez, a série conta com Ray Liotta que interpreta o Tenente Matt Wozniak, que é capaz de fazer qualquer coisa para proteger os seus agentes – inclusive perseguir por conta própria o informante. 





Como grande fã do Paul Giamatti que sou, nem hesitei duas vezes em pegar nesta série e como gostei do Damian Lewis no "Homeland" achei que seria uma boa aposta. Gostei bastante, apenas achei que a "season finale" fosse melhor...aí confesso que fiquei um pouco desiludida mas pronto, teremos que esperar por próxima season.
Esta série acaba por ser uma luta de egos entre os dois que estão em lados opostos da lei e também de valores.

Sinopse: Conta a história de Chuck Rhoades, (Paul Giamatti), um poderoso Defensor Público que vai atrás de Bobby Axe (Damian Lewis), um brilhante e audacioso magnata empresário.Focado no embate entre essas duas forças gigantescas e opostas, a série é descrita como "um complexo e contemporâneo drama sobre poder político em Nova York.